A síntese das contradições daqueles que se equilibram dentro do possível
O possível reflete aquilo que somos
Que podemos vir a ser
Ou nunca seremos
Já nascera avisado que sua vida estaria sempre por um fio
...assim, nunca teve um chão O pequeno trecho foi baseado em um livro que ganhei do meu pai na infância chamado "O equilibrista".
ES
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Este Blog foi criado em conjunto com os alunos de uma escola pública na periferia de Santo André onde trabalhei desde 2006 até 2014. O blog se tornou um mecanismo de interação e debate de ideias entre nós e ainda continua. Gregório Duvivier explica a PEC 241 de forma didática em 3 minutos.
Em tempos, vale a leitura e a reflexão acerca do Poema de Konstantinos Kafávis
À espera dos Bárbaros
O que esperamos na ágora reunidos?
É que os bárbaros chegam hoje. Por que tanta apatia no senado? É que os bárbaros chegam hoje. Por que o imperador se ergueu tão cedo É que os bárbaros chegam hoje. Por que hoje os dois cônsules e os pretores É que os bárbaros chegam hoje, Por que não vêm os dignos oradores É que os bárbaros chegam hoje Por que subitamente esta inquietude? Porque é já noite, os bárbaros não vêm Sem bárbaros o que será de nós? Os senadores não legislam mais? Que leis hão de fazer os senadores? Os bárbaros que chegam as farão. e de coroa solene se assentou em seu trono, à porta magna da cidade? O nosso imperador conta saudar o chefe deles. Tem pronto para dar-lhe um pergaminho no qual estão escritos muitos nomes e títulos. usam togas de púrpura, bordadas, e pulseiras com grandes ametistas e anéis com tais brilhantes e esmeraldas? Por que hoje empunham bastões tão preciosos de ouro e prata finamente cravejados? tais coisas os deslumbram. derramar o seu verbo como sempre? e aborrecem arengas, eloqüências. (Que seriedade nas fisionomias!) Por que tão rápido as ruas se esvaziam e todos voltam para casa preocupados? e gente recém-chegada das fronteiras diz que não há mais bárbaros. Ah! eles eram uma solução.
O objetivo do poema “A trama da rede ”é trazer elementos para pensar sobre as diferentes formas de trabalho na história da humanidade, com destaque para a especificidade do trabalho na sociedade capitalista. Nesse sentido, serão explanados conceitos como divisão social e divisão manufatureira do trabalho, relações de trabalho e alienação. Com base na leitura do poema escrevam, com suas palavras, quais os conceitos da trabalho indicados em cada canto.
I Essa é a trama da rede: o tecido das trocas que fabricam o pano de uma rede de dormir enreda o corpo do homem na tarefa de criar na máquina a rede com a mão. (o trabalho de tecer a rede é exercido em “casa alheia”, ou seja, no local determinado pelo seu patrão, na manufatura. Ali, são reunidos vários trabalhadores, que, exercendo diferentes trabalhos, transformam os fios de várias cores em rede. A trama, o desenho da rede, é mostrada como a trama que enreda, que prende o trabalhador à máquina, que impõe seu movimento ao corpo do trabalhador.)
A armadilha do trabalho em casa alheia engole o homem e enovela todo o corpo no fio no fuso na roda na teia do maquinário da manufatura que produz o seu produto: a rede e reduz o corpo-operário à produção. [...] III O corpo-bailarino que transforma a coisa bruta em objeto (a fibra em fio e o fio em pano) e o objeto na mercadoria (o pano pronto na rede e sua valia) transforma o corpo do homem operário em outro puro objeto de trabalho pronta a fazer e refazer no fuso aquilo de que a fábrica faz sua riqueza de que, quem faz não se apropria. [...] (o trabalhador que transforma a matéria-prima – o algodão – em fio, e o fio em rede, produz uma mercadoria que não pertence a ele, mas, sim, a quem o contratou. Ou seja, a rede que ele produz com o seu trabalho não pertence a ele, mas, sim, a quem lhe paga o salário.)
VII Sob a trama do trabalho em tear alheio o corpo não possui seu próprio tempo e é inútil que lhe bata um coração.
O relógio interior do operário é o que existe na oficina, fora dele, de onde controla o tear e o tecelão. (tempo ou ritmo de trabalho que, na manufatura, não é mais determinado pelo trabalhador, mas, sim, pelo ritmo da máquina, imposto pelo dono da oficina.)
VIII De longe o dono zela por quem faz: pela força do homem que trabalha, não pela vida do trabalhador. Aqui não há lugar para o repouso ainda que o produto do trabalho seja uma rede de pano, de dormir e que comprada serve ao sono e ao amor. (controle exercido pelo dono da manufatura, que não está preocupado com a saúde, a vida do trabalhador, mas, sim, com a produtividade do trabalho.)
IX Durante a flor da vida inteira fazendo a mesma coisa e refazendo uma operação simples de memória o operário condena o próprio corpo a ser tão automático e eficaz que domine o gesto que o destrói. A reprodução contínua, diária, igual de um mesmo gesto repetido e limitado todos os dias, sobre os mesmos passos, ensina ao artesão regras de maestria do trabalho que afinal então domina através de saber sua ciência com a sabedoria do corpo massacrado. [...] (na manufatura, o trabalhador executa movimentos repetitivos, especializando-se apenas em uma atividade de trabalho, automaticamente, seguindo o movimento da máquina, sem nenhuma criatividade, tornando-se um trabalhador limitado em seu conhecimento)
XI Quem fia e enfia? Quem carda e corta? Quem tece e trança? Quem toca e torce? A moça o menino. A velha o homem. Eles são, artistas, parte do trabalho coletivo que faz a trama da rede e a rede pronta: o objeto bonito do descanso que inventa a necessidade da servidão do trabalho do corpo produtivo. (trabalho exercido por homens e mulheres, velhos, moças e crianças, tornados servos do trabalho coletivo que produz a rede)
XII A dança ritmada desse corpo de bailarino-operário de um ofício de que o produto feito não é seu, cria o servo de quem lhe paga aos sábados Para o que sobra da vida de trabalho do corpo de quem fez e não viveu. O trabalho-pago, alheio e sempre o mesmo obrigando o operário bailarino à rotina de fazer sem possuir torna-o, artista, servo do ardil de entretecer panos e redes sem criar e recriar-se servo sem saber. [...] (trabalho exercido na produção de uma mercadoria, a rede, que não lhe pertence, submete o trabalhador e o seu corpo às determinações de seu patrão, aquele que lhe paga o salário. Seu corpo, suas energias, sua força de trabalho são vendidos em troca de um salário e usados na produção de uma mercadoria que não lhe pertence.)
XIV Não conhece descanso o corpo na oficina. Ele é parte das máquinas que move e que movidas não sabem mais parar. Os pés descalços prologam pedais os braços são como alavancas e as mão estendem pontas de um fio que existe no fuso e no tear.
O trabalho do corpo é o objeto que o homem vende ao dono todo o dia. O corpo-livre pertence ao maquinário que o homem converte no operário de que reira o preço do sustento: a comida a cama a casa o agasalho o que mantém vivo o corpo e o seu trabalho. (na manufatura, o corpo do operário parece ser um prolongamento da máquina: seus braços, mãos, pés põem em movimento a máquina e são movidos por ela. O corpo, a força de trabalho do trabalhador torna-se um objeto que ele vende em troca de seus meios de vida, aquilo que lhe permite sobreviver e retornar, todo dia, ao local de trabalho, reproduzindo a sua servidão à máquina e ao seu patrão.) Fontes: (SÃO PAULO-SEE, Caderno do professor: Sociologia, EM, 2ª S., V.3, 2009, pp.07-08)
ATIVIDADE 3º ANO ESCOLA ONDINA
3º BIMESTRE
Leia o texto e responda as questões.
Estado, capital e
sociedade
O forte comprometimento do Estado com o capital
implica a expansão do Poder Executivo, em detrimento do Legislativo. Em um país
de tradição política autoritária, no qual predominam o pensamento e a prática
que privilegiam a missão "civilizatória" do Estado na sociedade, o
alargamento do poder econômico do Estado implica a expansão do Executivo;
implica o alargamento do poder político e cultural do Executivo. Tanto assim
que o Estado se transforma em um poderoso agente da indústria cultural, por
suas implicações não são econômicas, mas também políticas e culturais. [...]
A medida que se alarga o poder estatal, redefine-se
e modifica-se a relação do Estado com a sociedade, compreendendo as
diversidades e as desigualdades sociais, econômicas e outras. Na prática,
dissocia-se o poder estatal de amplos setores da sociedade civil. Operários,
camponeses, empregados, funcionários e outros, compreendendo negros, mulatos,
índios, caboclos, imigrantes e outros, sentem-se deslocados, não representados,
alienados do poder.
IANNI, Octávio. Estado e capitalismo. São
Paulo: Brasiliense, 1989. p. 259-60.
1. Esse texto foi extraído de um livro
que teve sua primeira edição publicada em 1965. Embora escrito há mais de
quarenta anos, ele aborda características ainda fundamentais do Estado e de
suas relações com a sociedade no Brasil- uma delas, o fato de o Executivo ser
mais forte que o Legislativo. Quais são os sinais mais aparentes desse fato?
Quais seriam as alternativas para haver um Legislativo realmente capaz de
enfrentar o Executivo?
2. Você acredita que o Estado
brasileiro investe muito para resolver os problemas básicos da população ou a
maior preocupação é atender aos interesses dos grandes grupos econômicos,
industriais e financeiros?
3. Você acha que os que estão no poder
do Estado hoje representam os mais desvalidos da população brasileira? Explique
por que você pensa dessa maneira.
4.Reflita e disserte sobre as
possibilidades de participação Política na nossa sociedade e o tipo de Estado
demonstrado no filme “V de Vingança”.
1. Escute a música Paratodos - de Chico Buarque abaixo e responda as questões:
A. Por que Chico Buarque se auto referiu como brasileiro e não como carioca? B. Preencha o quadro abaixo:
2- (UEL – 2003) O texto que segue é do poeta cearense Antonio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, cantador do drama dos caboclos nordestinos e dos pobres do Brasil.
BRASI DE CIMA E BRASI DE BAXO
Meu compadre Zé Fulô,
Meu amigo e companhêro,
Faz quage um ano que eu tou
Neste Rio de Janêro;
Eu saí do Cariri
Maginando que isto aqui
Era uma terra de sorte,
Mas fique sabendo tu
Que a miséria aqui do Su
É esta mesma do Norte.
Tudo o que procuro acho.
Eu pude vê neste crima,
Que tem o Brasi de Baxo
E tem o Brasi de Cima.
Brasi de Baxo, coitado!
É um pobre abandonado;
O de Cima tem cartaz,
Um do ôtro é bem deferente:
Brasi de Cima é pra frente,
Brasi de Baxo é pra trás.
Aqui no Brasi de Cima,
Não há dô nem indigença,
Reina o mais soave crima
De riqueza e de opulença;
Só se fala de progresso,
Riqueza e novo processo
De grandeza e produção.
Porém, no Brasi de Baxo
Sofre a feme e sofre o macho
A mais dura privação.
(PATATIVA DO ASSARÉ. Cante lá que eu canto cá. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 1978. p. 271-272.)
Segundo a interpretação do poeta sobre o problema da pobreza, é correto afirmar: a) A pobreza atinge principalmente os moradores da região Nordeste, chamada por ele de “Brasi de baxo”. b) Na origem da pobreza está o domínio do acaso e do azar, predominando a riqueza em regiões privilegiadas como o Rio de Janeiro. c) A pobreza deve-se às diferenças de características pessoais (físicas, psíquicas e raciais, entre outras) que existem entre os brasileiros do sul e os do norte. d) No Brasil, a pobreza atinge tanto a população nordestina como a do sul do país, dividindo os brasileiros em duas categorias de pessoas. e) A pobreza no Nordeste e na região Sul do país decorre do mau aproveitamento dos seus recursos naturais e humanos.
3. Com base nas tabelas da apostila discuta a situação do Brasil no que tange a analfabetismo, acesso ao saneamento e condição salarial.
4. Quais as causas da desigualdade social?
5. Tendo como base o que foi discutido em sala de aula, explique a charge abaixo:
6. Explique que foi Georg Simmel e qual foi sua contribuição para a compreensão da emigração, imigração e migração.
A figura representa a execução do Imperador
Inca Atahualpa,
morto pelos espanhóis, sob o comando de Francisco Pizarro, em 1533. A figura
encontra-se no livro Primer Nueva Coronica y Buen Gobierno, de Felipe Guaman
Poma de Ayala (indígena peruano descendente da antiga aristocracia inca),
concluído no início do século XVII.
Questões para reflexão:
1. Descrever
o que veem na imagem. Refletir sobre o fato de Atahualpa ser executado segurando um crucifixo.
Qual o significado desta representação?
2. O
relativismo cultural significa que todos
os costumes e comportamentos são igualmente legítimos? Há padrões universais aos quais todos os
humanos deveriam aderir?
Refletindo sobre bullyng pensei em projetos a respeito desta problemática, nesta busca encontrei um site com relato de uma experiência de um projeto e algumas dicas.