sábado, 26 de novembro de 2016

Projeto Acima da Média e o jornal luso-brasileiro 1° Edição


Este projeto foi realizado no dia 26/11 com 10 crianças brasileiras e portuguesas discutindo o papel e a   influência dos meios de comunicação e da  média, mídia no português do Brasil. Cada criança se responsabilizou por escrever uma pequena noticia de jornal sobre algum assunto que lhes fosse relevante. Iniciamos o jornal luso-brasileiro com pequenas notas e comentários dos nossos jovens.


Basketball
Por Patricia e Lurdes 

O basketball tem cerca de 130 anos, aproximadamente.


O basketball é um desporto muito popular no mundo, mas, dão mais valor a este desporto nos estados unidos de América do que em outros lugares no mundo. normalmente o football é o desporto que chama mais a atenção da população do mundo. 

Aqui em Portugal não damos muito valor, só aquelas pessoas que gostam e admiram este desporto é que dão mais valor. O criador do basket foi James Naismith nasceu em Dezembro de 1891, foi professor  de educação física. O jogador de basketball mais famoso no mundo é Michael Jordan com 53 anos.

O basketball introduziu-se em Portugal em 1913 pelo professor de educação física suíço Rodolfo horney. Em Coimbra existem vários clubes desportivos, dos quais, os mais escolhidos são: football, rugby, e basket. Mas para conseguir entrar é preciso pagar por volta de 50€ ou 60€ de inscrição e o material essencial, preço 2 em 1. 
Depois de alguma pratica começas a pagar 20€ por mês.  













Mudando de país - Imigração, alguns relatos.

Por Catarina Alexandra e Manuela 


Oi eu sou a Emanuelle Pessanha, sou brasileira e tenho 15 anos.
Olá eu sou Catarina Alexandra, sou portuguesa e tenho 12 anos.

Nós vamos contar um pouco das nossas histórias. Eu (Manu) vivendo fora do Brasil e eu (Catarina) falarei sobre a imigração de minha mãe à França. Vamos escrever sobre imigração que significa a entrada de um indivíduo estrangeiro em um determinado país, para trabalhar, estudar ou simplesmente morar e tentar algo melhor fora de seu país de nascimento. 
Quando você pensa em mudar de país você cria varias expectativas tanto positivas como negativas, como já disse eu (Manu) sou brasileira do estado do ES e moro aqui em Portugal há 9 meses, vim com minha família tentar algo melhor porque onde eu morava era meio perigoso e meus pais não me deixavam ir nem na padaria, minha escola era do lado da minha casa e eu não ia sozinha andando porque tinha medo de ir. 
Cá em Portugal, quando eu cheguei a tranquilidade até assustava, na hora de dormir dava até para ouvir as batidas do coração do vizinho kkkkk :) 
A escola daqui e muito diferente não temos uniforme, a escola é integral, a comida não é arroz e feijão, infelizmente. Os portugueses tem uma cultura diferente da nossa, e fazer amizade é bem divertido porque ganhamos e amigos além de aprender mais sobre outra cultura. O lado negativo daqui e não ter minha família e amigos comigo.


Eu sou Catarina e desde maio não vivo mais com a minha mãe, pois ela foi para França porque o patrão dela em Portugal não lhe pagava, quando ele pagava era sempre atrasado. Então ela decidiu ir para França para ver se arranjava um emprego melhor. Antes, cá em Portugal ela trabalhava em um café, atualmente na França ela trabalha nas bombas de gasolina e o patrão paga-lhe muito e no dia certo. Para matar saudades falo com ela por video chamada do facebook. Neste tempo que ela se mudou veio visitar-me duas vezes, mas já tenho muitas saudades dela e do meu irmão, pois gosto muito deles. Agora eles só  vem para o Natal para passarem  comigo e com os familiares. Quando falamos, ela me diz que sente saudades da nossa casa,  pois não é nada igual aonde ela ta a viver em França. Quando ela chegar quero matar muitas saudades dela e do meu irmão com por exemplo: passear com ela, visitar coisas e ir as compras com ela.





sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O holograma e as vagas para deficientes.


Este projeto foi realizado por duas professores do Sesi (SP) que tiveram contato com a propaganda Russa que projeta um holograma aos espertinhos que ocupam vagas destinadas aos deficientes em locais públicos.  A ideia era colocar um holograma no momento em que a vaga fosse ocupada,  assustando o motorista e chamando-o para sua responsabilidade para com todos os indivíduos da sociedade. 

Segue a propaganda Russa







A partir disto as  Professoras Aline (matemática) e Roseli (português) desenvolveram o projeto com os alunos a partir da leitura do livro "Sempre haverá um amanhã" de Giselda Laporta Nicolelis. 


domingo, 20 de novembro de 2016

Racismo não passará em Branco


Veja em direto a Marcha da Consciência Negra no Brasil deste dia 20 de novembro!

O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro, data da morte de Zumbi dos Palmares, na imagem abaixo. Foi o último líder do maior dos quilombos do período colonial, o Quilombo dos Palmares, pouco lembrado pelos livros escolares. 






http://www.linhadireta.org.br/noticia/?id=54038


ES

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

As meninas da luta!



Um documentário que mostra as meninas secundaristas na luta pela Educação Pública de qualidade em São Paulo. 





quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Questionário para promover a igualdade e combater o racismo em sala de aula.


Em sala de aula...


Para tratar das questões raciais em sala de aula (no cumprimento da lei 10639 em vigor desde 2003 e que determina que promover a igualdade é combater o racismo também e principalmente em sala de aula segue um link com várias atividades para serem realizadas. Não basta só recriminar as atitudes racistas reproduzidas temos que também rever o conteúdo trabalhado em sala de aula, olhando a diversidade de forma a descontrair visões estereotipadas e esquematizadas no poder de um grupo sob o outro. 




Há também um questionário bastante rico para perceber como a sua escola aborda o racismo, segue:

Assinale a alternativa que corresponde à realidade do seu ambiente escolar

1. A trajetória histórica do negro é estudada: 
A- No Dia da Abolição da Escravatura, em agosto, mês do folclore, e no Dia da Consciência Negra. 
B- Como conteúdo, nas várias áreas que possibilitam tratar o assunto. 
C- Não é estudada.


2. Acredita-se que o racismo deve ser tratado:
A- Pedagogicamente pela escola. 
B- Pelos movimentos sociais. 
C- Quando acontecer algum caso evidente na escola.


3. A cultura negra é estudada:
 A- Como parte do rico folclore do Brasil. 
B- Como um instrumento da prática pedagógica. 
C- Quando é assunto da mídia.


4. O currículo: 
A- Baseia-se nas contribuições das culturas europeias representadas nos livros didáticos. 
B- Constrói-se baseado em metodologia que trata positivamente a diversidade racial, visualizando e estudando as verdadeiras contribuições de todos os povos. 
C- Procura apresentar aos alunos informações sobre os indígenas e negros brasileiros.


5. O professor: 
A- Posiciona-se de forma neutra quanto às questões sociais. É o transmissor de conteúdos dos livros didáticos e manuais pedagógicos. 
B- Reavalia sua prática refletindo sobre valores e conceitos que traz introjetados sobre o povo negro e sua cultura, repensando suas ações cotidianas. 
C- Tem procurado investir em sua formação quanto às questões raciais.


6. O trato das questões raciais: 
A- É feito de forma generalizada, pois a escola não tem possibilidade de incidir muito sobre ele. 
B- É contextualizado na realidade do aluno, levando-o a fazer uma análise crítica dessa realidade, a fim de conhecê-la melhor, e comprometendo-se com sua transformação. 
C- Não é considerado assunto para a escola.


7. As diferenças entre grupos etnoculturais: 
A- Não são tratadas, pois podem levar a conflitos. 
B- Servem como reflexão para rever posturas etnocêntricas e comparações hierarquizantes. 
C- São mostradas como diversidade cultural brasileira.


8. As situações de desigualdade e discriminação presentes na sociedade são: 
A- Pontos para reflexão para todos os alunos. 
B- Pontos para reflexão para os alunos discriminados. 
C- Instrumentos pedagógicos para a conscientização dos alunos quanto à luta contra todas as formas de injustiça social.


9. Acredita-se que, para fortalecer o relacionamento, a aceitação da diversidade étnica e o respeito, a escola deve: 
A- Promover o orgulho ao pertencimento racial de seus alunos. 
B- Procurar não dar atenção para as visões estereotipadas sobre o negro nos livros, nas produções e nos textos do material didático. 
C- Promover maior conhecimento sobre as heranças culturais brasileiras.


10. Quanto à expressão verbal: 
A- Acredita-se que a linguagem usada no cotidiano escolar tem o poder de influir nas questões de racismo e discriminação. 
B- Usam-se eufemismos para se referir a etnia dos alunos, para não ofendê-los. 
C- A linguagem não tem influência direta nas questões raciais.


11. Quanto ao trabalho escolar: 
A- Alguns professores falam da questão racial em determinadas etapas do ano letivo. 
B- Existe resistência dos professores para tratar a questão racial com relação à luta contra todas as formas de injustiça social.
C- Existe um trabalho coletivo sobre a questão racial com a participação de todos, inclusive da direção e dos funcionários. 


12. Quanto à biblioteca: 
A- Existem muitos e variados livros sobre a questão racial que contemplam alunos e professores. 
B- Existem alguns tipos de livros (dois ou três) que contemplam a questão racial. 
C- Não existem livros sobre o tema.


13. Quanto à capacidade dos professores sobre a questão racial: 
A- Algumas vezes no ano fazemos cursos ou grupos de estudo sobre a questão racial. 
B- Ainda não tivemos a oportunidade de estudar a questão. 
C- Procuramos incorporar o assunto nas discussões de reuniões pedagógicas, grupos de estudo e momentos de formação.


14. No trato das questões de gênero: 
A- A homossexualidade é percebida e discutida no espaço escolar. 
B- Há um trabalho efetivo de combate à homossexualidade na escola. 
C- Não se considera a homossexualidade um assunto a ser discutido na escola.


15. As discussões sobre a questão da mulher: 
A- Não se discute com os alunos a história da discriminação das mulheres na sociedade. 
B- A situação feminina é tratada em momentos pontuais, como no Dia Internacional da Mulher. 
C- A questão da mulher é amplamente discutida e incorporada aos conteúdos curriculares.


16. Quanto à abordagem sobre populações indígenas: 
A- A temática é tratada considerando as informações de livros didáticos e no Dia do Índio. B- Existe resistência dos professores para trabalhar criticamente essa temática. 
C- A escola procura romper com os estereótipos que inferiorizam a cultura destes povos.



Gabarito do questionário sobre o racismo na sua escola

Resultado:
Até 06 pontos 

1- Fase da individualidade 

A questão racial ainda é tabu na escola, que se mantém silenciosa quando o assunto é discriminação. A diversidade étnica é desconsiderada, mesmo que tenha muitos alunos de diferentes origens em sua escola. Enquanto isso, as crianças perdem a oportunidade de formar valores essenciais para uma convivência harmônica em sociedade. Que pena.

De 07 a 18 pontos 



2- Fase da negação 

Embora a maioria dos professores negue a existência do racismo na sociedade e no ambiente escolar, o assunto começa a ser discutido na sua escola. No currículo, a cultura negra é considerada folclore e a história do povo negro não é exemplo de luta pela cidadania. Na tentativa de amenizar a situação, alguns professores apenas comentam a questão no Dia da Abolição da Escravatura e no Dia da Consciência Negra, não é mesmo?
De 19 a 24 pontos 



3- Fase do reconhecimento 

Muito bem! Sua escola está no caminho correto, pois reconhece a necessidade urgente de transformar o ambiente em um espaço de luta contra o racismo e a discriminação. Os alunos aprenderam conceitos sobre os diferentes grupos presentes na sociedade e a realidade de cada um é reconhecida e trabalhada. Continue a enfrentar esse belo desafio.
26 pontos ou mais 



4- Fase do avanço 

Parabéns! Sua escola progrediu bastante para construir-se verdadeiramente democrática. Visualiza com dignidade os diversos grupos étnicos e usa suas contribuições como ferramentas pedagógicas no trato da diversidade. Certamente, os alunos negros de sua escola têm a autoestima elevada e orgulho de sua origem. Todos os alunos reconhecem a necessidade de respeitar as diferenças e sabem que elas não significam superioridade nem inferioridade.

Fonte Almanaque Pedagógico Afrobrasileiro, de Rosa Margarida de Carvalho Rocha, 167 págs., Ed. Mazza, tel. (31) 3481-0591.




terça-feira, 15 de novembro de 2016

A montanha-russa de uma 5ª série B.


Nosso otimismo da vontade. 


As brincadeiras estão indissociadas do ato de aprender, brincar nos ajuda a perceber outras formas de aprendizagem e organização, outras capacidades afetivas, emocionais e de cooperação entre todos os envolvidos. O brincar não é uma atividade frívola, mas sim uma atividade social, realizada ao longo de todo a história também como forma de produção cultural.


Esta era nossa turminha da 5 série B agora já devem estar na 8°, era uma sexta-feira, última aula, após uma tarde toda em uma escola pouco atrativa para acumular tanta energia. Nossa estratégia de recuperação aqui é a montanha-russa, uma atividade que exige treino, organização, senso de coletividade e principalmente a alegria!!! 




ES

domingo, 13 de novembro de 2016

A mãe - Máximo Gorki

Dica de leitura aos alunos...


Este domingo ensolarado fez-me lembrar de um livro do russo Máximo Gorki, talvez um dos que mais tenha me marcado, daqueles que indico sem medo aos alunos com a certeza que entenderão melhor a si e a própria relação com suas famílias. 


O livro "A mãe" é um livro revolucionário, que nos toca de uma maneira romântica e ingénua. Em 1907 descreve o momento vivido pela Rússia, a miséria dos trabalhadores, as injutiças grandiosas que ainda são capazes de se transformar-se no sonho de viver em um outro mundo. Pavel, o filho, nos inspira com suas reflexões singelas e repletas de galhardia e por trás dele acompanhamos a história do renascer de sua mãe, antes aflita, temerosa pelos caminhos do filho, por fim uma grande mulher capaz de apoio-lo nas lutas por mudança. A mãe é o livro deste domingo, por razões diversas talvez seja o livro que mais me importa agora porque me trás à consciência da necessidade de agir e continuar. 





"Nós, gente do povo, sentimos tudo, mas não sabemos nos exprimir; temos vergonha, porque compreendemos, mas não sabemos dizer o que compreendemos. E muitas vezes, por causa desse embaraço, revoltamo-nos contra os nossos pensamentos. A vida bate-nos, tortura-nos de todas as maneiras e feitios, queremos descansar, mas os pensamentos não nos largam.”


ES

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Intolerância religiosa mata!

Voltemos ao ENEM e ao debate sobre a intolerância religiosa. 


Fonte Latuff 2013





A historia nos levou a uma formação heterogénea de povos em suas etnias e crenças. No brasil não poderia ser diferente e vivemos numa diversidade evidente de géneros raças, sexualidade e religiões ou crenças praticadas no país. Esta aí a importância da manutenção de um Estado que seja laico, para assegurar o direito de cada um praticar determinada crença de determinada religião. Apesar dos direitos e deveres estarem bastante explícitos na legislação, não é exatamente o que notamos na prática, em que a laicidade é diretamente atacada num embate entre fiéis, na busca pela hegemonia do que consideram religiosamente certo. Ataque esse físico e psicológico e principalmente excludente, àqueles não pertencentes aos crentes.
É imperativo colocarmos em análise que, tal embate não acontece de forma puramente religiosa, mas também alimentado e mantido por aspectos morais e aspectos concernentes ao racismo, herança que carregamos da escravidão e que confirmamos no gráfico apresentado, em que as religiões afro-brasileiras ocupam o topo no sofrimento oriundo de discriminação religiosa. Portanto, a religião tem sua função implícita de controle social e a tentativa em estabelecer o predomínio das classes burguesas e brancas, questões inerentes a qualquer instituição e também histórica com a expansão das ideias e hábitos europeus.
Com isso, ao pensarmos em formas de combate a intolerância religiosa, precisamos pensar também em formas de resistência ao próprio racismo. Mas, de forma geral, podemos conquistar o mínimo com o acesso a informações históricas e de origem não só de sua própria religião, mas do que é inerente ao ser humano, através de uma educação aperfeiçoada e de comum acesso, fornecido não somente pelo Estado, mas também com possibilidades de recursos que sejam a todos (o que pode ser ampliado a qualquer outra área). Por fim, o entendimento de todos que é próprio do ser humano a diversidade, que é próprio da diversidade a diferença e que é próprio da diferença o respeito, em que esse último, deveria ser próprio do ser humano.


Este texto do nosso blog é uma valiosa contribuição do Psicólogo Rafael Fernandes.  Ele aceitou dividir sua redação conosco como forma de fomentar este debate acerca da intolerância religiosa e da laicidade do Estado. Uma vez que a intolerância religiosa mata literalmente e humanamente. 


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A vitória de Trump e o retorno ao 11 de setembro



A esquerda caviar abandonou os trabalhadores e seus problemas reais agora tem que lidar com a derrota em todos os sentidos. Enquanto isto a direita se torna cada vez mais Direita usando destes espaços vazios, destas lacunas que a esquerda nunca quis assumir, para manter-se fortemente em todos os países.  

Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/trump-novo-homem-poderoso-do-planeta-imagens-87917?photo=1
A vitória do Trump é bastante reveladora à ideia propagada pelos teóricos da esquerda, os pós modernos das minorias àqueles desmemoriados da premissa que enquanto classe, somos várias minorias, logo, se faz necessário pensar em todas, atacar em todas as frentes. Lembremos que o Estado é uma máquina criadora da marginalização e enquanto pensamos políticas de afirmação - que devem sim ser pensadas - esquecemos que há outras exclusões que também devem entrar nesta reflexão. O que quero dizer é simples, não há prioridades quando falamos de exclusão, se colocamos um grupo fronte e em detrimento de outro, estamos dando armas concretas a direita, que faz uso disto para mostrar aos pobres, excluídos de todas as políticas afirmativas, o quanto eles são "injustiçados" face aos imigrantes, aos negros, aos indígenas que agora parecem ser "prioridade". Há pessoas esquecidas por aí que são pobres, brancos, trabalhares rurais, etc., que também sofrem as mazelas do mundo, não somos um grupo estanque e sim repleto de heterogeneidades, este grupo é o que vota em Trump, que elege Dória em São Paulo. Assumimos o erro: a esquerda esqueceu completamente da classe trabalhadora em suas diferenças e assumiu uma luta pormenorizada, em estudos teóricos de grupos étnicos modais.
A forma de pensar de Trump, aniquiladora das diferenças, retoma a mesma sensação do 11 de setembro, agora todos parecem estar desprotegidos esperando que um ataque lhes caia sobre a cabeça. Estamos diante uma zona cinzenta, mas queria deixar aqui uma nota de agradecimento a todos aqueles lutadores que pautam suas estratégias apenas nos factores visíveis da opressão esquecendo-se que a realidade não é a aparência, ela é sim a essência. Logo, antes de empreenderem esforços aqui ou acolá,  busquem as raizes das desigualdades, reconectem-se com os marginalizados TODOS. Caso contrário seremos sempre o cavalo paraguaio histórico. Já aqueles que desnudam as verdades a-históricas em suas ciências adivinhadoras voltem-se para à astrologia ou registrem suas verdades em cartório.