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quarta-feira, 13 de março de 2019

Bartolina Sisa e Tupac Katari

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Capitalismo da redução de danos - La mitad del mundo Texto II


No segundo texto acerca da visita ao Ciudad Metad do Mundo no Equador, falarei um pouco das diferenças deste país, o Equador. Este país que é um dos menores da América Latina,tem cerca possui cerca de 16 milhões de habitantes e não faz fronteira com o Brasil, possui paisagens belíssimas muito características da sua formação geológica andina.

No qua tange aos aos habitantes  a partir do censo de 2010 e do sistema de auto declaração, a maioria dos habitantes se declara como mestiço. 




Dados do Inec 


Como na maioria dos países latino americanos, a maior parte da população equatoriana vive na costa, onde se deu maior "desenvolvimento" e uma parte vive na serra, com população indigenas ainda não contatadas vivendo na Amazonia. O que chamarei atenção neste texto que é o que destaca o seu título "capitalismo da redução de danos" se refere a esta diferença habitacional que também denota em uma diferença no nivel de vida da população, bastante perceptível quando vamos de um lugar a outro. Embora o IDH (indice de Desenvolvimento Humano) esteja em torno de 0,7 considerado muito bom, a desigualdade permanece. Isto é muito notável, no trabalho infantil, nas filas dos hospitais e mesmo na forma como a arquitectura esta posta. Em Quito, capital bastante urbanizada, se vê casas enormes, prédios modernos e uma acesso bastante caro a maioria das pessoas, praças de alimentação onde um prato simples custam  volta de 10 dólares me parece muito para a maior parte dos latino americanos. Por outro lado, ao nos afastarmos deste centro e viajarmos para qualquer região de cá já percebemos como as pessoas vivem mal, com suas casa pequenas coladas umas as outras, suas formas de sobrevivência diária que nem sempre costumam garantir sua própria alimentação. Ninguém escolhe ser um vendedor de alimentos na rua ou no ónibus, as pessoas simplesmente são, porque precisam sobreviver, porque não encontram outras alternativas. A experiência da escassez modifica o nosso olhar, cada lugar que vejo sempre nota as diferenças postas ali e a vontade que fosse tudo diferente, com mais esperança e com mais direitos. 

Nestes últimos 15 anos que América Latina teve um forte boom com governos chamados progressistas, passados os anos o que notamos é que suas políticas e conquistas, importantes, foram muito frágeis e porque? não foram políticas estruturais, agora, com toda a América Latina voltada ao conservadorismo as diferenças não passam desapercebidas, a pobreza é cada dia maior, bem como todas as dificuldades impostas. Este capitalismo da redução de danos nunca funcionou para todos e todas e enquanto não resolvermos este problema, o da nossa submissão colonial, estaremos sempre imersos nestas dificuldades que custam a vida de muita gente.

ES 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

La mitad del mundo - Ecuador (texto 1)


La mitad del mundo ou A metade do mundo  

é um cidade pertencente a Pichina em Quito (Equador). O objetivo deste texto é apresentar as minhas impressões deste lugar bem como aprendermos um pouco mais acerca desta zona do globo bastante visitada por turistas e conhecida por ser o marco O grau 0 grau que aprendemos nos mapas da 5ª série quando estudamos latitude e longitude. 

acho que não deve caber todas as informações em um só texto então vou escrevendo em várias partes para que os professores possam fazer uso desde várias facetas do mesmo local. 

A cidade da metade do mundo está localizada ao norte de Quito (capital do Equador) - em vermelho





A viagem mais fácil e barata de ser realizada é por meio de um ónibus, na verdade são dois a depender do local de Quito que você se encontrar. O ónibus leva cerca de duas horas até chegar lá e passamos por um série de provincias bem diferentes do que é visto quando se está mais ao centro de Quito. Salta aos olhos a desigualdade exorbitante em cada região, a precariedade do transporte urbano que leva crianças, adultos e senhores em sua maioria em pé e também a enorme quantidade de pessoas no comércio informal, a vender todo o tipo de coisa que pensamos, desde sacos de lixo até doces caseiros, inclusive há crianças vendendo nos ónibus, que é uma coisa ainda mais chocante crianças com cerca de 6 ou 7 anos já a trabalhar dentro dos transportes. 

O clima quente torna tudo mais cansativo, a viagem e o trabalho para que sobrevive a partir do comércio é um ambiente em que o turismo e a pobreza convivem juntos e causa um constrangimento comum em viver em mundo tão desigual.  

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Dia 12 de outubro este blog lembra do genocídio indígena


O dia 12 de outro de 1492 é marcado pelo início do genocídio contra os povos das Américas, o ano marcado pela chegada de Cristovão Colombo.

Não comemoramos genocídios!




terça-feira, 11 de abril de 2017

Energia solar em 1878 - Augustin Mouchot



Em 1878 em França foi construída e exposta a cabeça da estátua da liberdade, houve uma exposição pública em França para mostrar toda a pujança construída em várias, foi como uma feira. Pela primeira vez a lâmpada de Thomas Edison foi exposta, entretanto vivíamos no mundo na manivela e do cavalo. A feira tinha como objetivo mostrar a recuperação da França após a Guerra Franco-Prussiana. 


Augustin MouchotFoi engenheiro e matemático, o pioneiro no uso da Energia Solar....estava lá!! 

O Sol pertence a todos nós!


Fonte - http://queinventenellos.com/augustin-mouchot/ 


E venceu a medalha de ouro na exposição, antecipou o futuro, entretanto o carvão se tornou tão barato que ninguém se interessou pela energia solar, demonstrando que os interesses e ganhos estão acima das valias cientificas do período. Ninguém percebia que se tratava as poluições advindas do carvão, continuadas com o petróleo e até agora não cessadas. Frank Shuman em 1913 conseguiu utilizar e energia solar pra irrigar áreas enormes em escala industrial e desenvolveu um projeto em que,  a partir da energia solar captada no Saara, poderia distribuir energia para grande parte do globo. Entretanto, o lucro petrolífero e poluente venceu e suas instalações foram destruídas na 1ª  Guerra Mundial. 

domingo, 5 de março de 2017

Ocupação das escolas em São Paulo - Santo André


Um projeto de memória, de denúncia e de anúncio. 



Segue um pequeno documentário que eu  e o prof. Caio que também administra este blog fizemos com os nossos alunos que ocuparam a escola Parque Marajoara II em Santo André - SP, no ano de 2015.






quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Le suicide - Durkheim e o valor social da morte. (Aula 1)


A abreviação da existência, algumas ausências valem mais que outras.

Durkheim, nascido em França, 1858,  foi um dos grandes sociólogos que se esforçou para transformar a sociologia em uma ciência com rigor e método. Oriundo do positivismo Comteano, Durkheim acreditava que as analises sociais deveriam ser distanciadas e neutras, procurando preservar o objeto a ser analisado. O sociólogo não deve  distorcer os fatos por meios dos seus anseios e interesses individuais 

Debruçou-se profundamente acerca do tema "suicidio" utilizando a metodologia por si defendida, no intento de buscar as razões que levam as pessoas a tirar a própria vida, buscando aquilo que é comum (individualmente), mas também é coletivo. Para Durkheim o suicidio depende das leis sociais e não da vontade dos indivíduos e observou, por exemplo, que em cidades bastante arraigadas  pela fé que levará à salvação ou ao paraíso há um número maior de suicídios.  

Para Durkheim também a fragilidade dos laços sociais que ele denomina como solidariedade orgânica, que é aquela típica dos países capitalistas,  que devido a divisão social do trabalho, os laços se afrouxam nos deixa mais vulnerável ao suicídio. Segundo o autor, ter um cônjuge, por exemplo, pode ser um fator protetivo à morte, bem como filhos que são economicamente dependentes. 





Não ter o direito de jogar este dramático jogo do capital nos coloca em posição de limbo diariamente. Entretanto, o suicídio não tem a ver diretamente com a pobreza, sua causa não é econômica, mas é um fato social que sem mantêm constante de um ano para o outro. 

No mundo dos vencedores ser dominado "triste" ou "vice"  é como estar no mundo, sem  existir,  como retirar o sujeito de si mesmo, alguém que é indiferente, sua história é nula. Sendo assim, os indivíduos não suportam a dor da não existência, ainda que vivos, uma prova disto que os países considerados mais desenvolvidos tem altas taxas de suicídio.  Países mais felizes, têm maiores taxas de suicídio, como o Japão e a Suécia, segundo estudos.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Poetas Hispanoamericanos


Conhecendo nossa história...

César Vallejo, poeta peruano neto de mulheres indígenas, possuía um pessimismo cheio de ternura, se sentia também responsável por uma parte da dor dos homens, Vallejo é capaz de amar universalmente. Uma das grandes figuras do século XX



Todos meus ossos são alheios
talvez os tenha roubado!
Dei pra mim mesmo o que talvez estivesse 
designado para outro;
e penso que, se não houvesse nascido,
outro pobre tomaria café!
Sou um mal ladrão....Onde vou parar!


E neste hora fria, em que a terra
recende a pó humana e é tão triste,
quisera eu bater em todas as portas
e suplicar não sei a quem, perdão, 
e cozinhar-lhe pedacinhos e pão fresco
aqui, no forno do meu coração...!




Para saber mais....



domingo, 11 de dezembro de 2016

Quadrinho didático descontrói a falácia da meritocracia


Retirado da página:

Os quadrinhos abaixo discutem a questão da meritocracia, tão difundida nesta sociedade individualizada que imputa a ideia que todos tem as as mesmas oportunidades e o que falta mesmo é uma esforço maior por parte daqueles que não conseguem alcançar o sucesso, os quadrinhos refletem de uma maneira diária e possível de ser utilizada em sala de aula. 














terça-feira, 8 de novembro de 2016

Ideias não podem ser fuziladas

Em 9 de novembro de 1848 foi fuzilado em Viena o liberal Robert Blum um dos líderes liberal que marcaram Revolução Alemã deste mesmo ano. Oriundo de família humilde Blum foi sempre muito estudioso, poeta, artesão, aprendiz de ourivesaria, editor politico e até membro do parlamento. Foi grande defensor da liberdade, do anti semitismo e criticou severamente a invasão da Polónia pela Prússia. 

Em 22 novembro de 1848 Karl Marx menciona a morte de Blum em uma de suas cartas ao jornal Nova Gazeta Renana (trata-se da carta " A Assembleia de Frankfurt" NGR 150) afirmando que fez-se história, entretanto, a historia seguiu seu curso sem que houvesse preocupação com seus professores, denominou de "parlamento defunto" aquele que substituía que temia a Republica Vermelha e decretava, por meio da violência, a Monarquia Vermelha

O documentário que segue é bastante esclarecedor para entender este período de mudanças. Em sala de aula pode ser usado em formato integral, os professores de história e sociologia podem, em   conjunto, desvelar a importância do período e os pensadores produzidos em meio a tais contradições. 


ES

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Historiador Peruano Guamán Poma de Ayala - Estudos latino-americanos



Ainda sobre as primeiras denuncias realizadas acerca da violência da colonização latino americana.
Sugiro que os Professores de Sociologia, História e Espanhol trabalhem em conjunto na tentativa de resgatar a trajectória deste homem que, por meio dos desenhos e escritos declarou todos os abusos realizados no sul do continente. O video mostra a história de Guamán e sua importância de nos debruçar sobre a América Latina está espanhol o que auxiliaria os alunos a treinar as línguas estrangeiras por meio da história também. 




ES


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Estudos sobre a América Latina

Quem são os bárbaros?
Nos tornemos latino americanos!!



Descobrir a América para podemos resistir. Os estudos sobre a América Latina, começam com a chegada dos conquistadores em uma visão dialética com os estudos europeus. 

Historiador Inca Felipe Guamán Poma de Ayala.
Em 1615 Guaman Poma que era índio puro originário de Huamanga, região hoje conhecida por Ayacucho e que fica na parte sul dos Andes peruanos - escreveu ao Rei da Espanha demonstrando as contradições por meio de visões do mundo distintas (Europa – América) e afirmava que a colonização havia destruído o bom viver deste continente “descoberto”, tamanha brutalidade dos europeus, que se portavam como famintos. A imagem retrata Guamán.
Imagem 1

 Seu livro “El Primer nueva coronica y buen gobierno” segue silenciado, por tratar das mazelas do colonialismo nas Américas. No seu livro solicitava ajuda ao Rei que nunca chegou a receber tal documento. Guamán demonstrava, por meio de desenhos, o desastre do período e seu desencanto em relação ao outro. Por ser índio e latino, tentou utilizar dos instrumentos e códigos usados pelos espanhóis para obter benefícios e alguma alteração na realidade. Também demonstrou como os Incas viviam bem antes dos Espanhóis e deflagrou severas criticas a forma violenta como a colonização se realizou.

Imagem 2 

A imagem 2 demonstra os abusos sofridos pelas nativas por parte dos sacerdotes e Guaman os denomina de seres desprezíveis na imagem e seus escritos afirma; "pobre de los índios, de seis animales que comen, que temen los pobres de los índios em este reino: corregidor, sierpe; amallapallay que llatana uaycho por amor de Dios rayco [no me hagas, que tengo que dar cosas tan grandes por amor de la causa de Dios]; tigre, españoles del tambo; león, encomendero; zorra, padre de la doctrina; gato, escribano; ratón, cacique principal; estos dichos animales que no temen a Dios desuellan a los pobres indios en este reino, y  no hay remedio · pobre de Jesucristo"

Imagem 3

Referência:

GUAMAN POMA DE AYALA, Felipe. El primer Nueva corónica y buen gobierno (1615/1616)Gl. Kgl.S. 2232, 4°. Copenhague: Biblioteca Real de Dinamarca, 1615. 

Imagens obtidas através da página:


domingo, 16 de outubro de 2016

Konstantinos Kafávis - À espera dos Bárbaros


Em tempos, vale a leitura e a reflexão acerca do Poema de Konstantinos Kafávis

À espera dos Bárbaros


O que esperamos na ágora reunidos?


É que os bárbaros chegam hoje.
Por que tanta apatia no senado?
É que os bárbaros chegam hoje.
Por que o imperador se ergueu tão cedo
É que os bárbaros chegam hoje.
Por que hoje os dois cônsules e os pretores
É que os bárbaros chegam hoje,
Por que não vêm os dignos oradores
É que os bárbaros chegam hoje
Por que subitamente esta inquietude?
Porque é já noite, os bárbaros não vêm
Sem bárbaros o que será de nós?


Os senadores não legislam mais?

Que leis hão de fazer os senadores?
Os bárbaros que chegam as farão.
e de coroa solene se assentou
em seu trono, à porta magna da cidade?

O nosso imperador conta saudar

o chefe deles. Tem pronto para dar-lhe
um pergaminho no qual estão escritos
muitos nomes e títulos.

usam togas de púrpura, bordadas,

e pulseiras com grandes ametistas
e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?
Por que hoje empunham bastões tão preciosos
de ouro e prata finamente cravejados?

tais coisas os deslumbram.

derramar o seu verbo como sempre?
e aborrecem arengas, eloqüências.

(Que seriedade nas fisionomias!)

Por que tão rápido as ruas se esvaziam
e todos voltam para casa preocupados?
e gente recém-chegada das fronteiras
diz que não há mais bárbaros.

Ah! eles eram uma solução.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Atividade 1° Ano


A figura representa a execução do Imperador Inca Atahualpa, morto pelos espanhóis, sob o comando de Francisco Pizarro, em 1533. A figura encontra-se no livro Primer Nueva Coronica y Buen Gobierno, de Felipe Guaman Poma de Ayala (indígena peruano descendente da antiga aristocracia inca), concluído no início do século XVII. 

Questões para reflexão:

1. Descrever o que veem na imagemRefletir sobre o fato de Atahualpa ser executado segurando um crucifixo. Qual o significado desta representação?

2. O relativismo cultural significa que todos os costumes e comportamentos são igualmente legítimos? Há padrões universais aos quais todos os humanos deveriam aderir?