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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Sobre as Desigualdades - Sociologia Popular e Paidéia




Com base em outro blog que também é muito bom para consulta o Sociologia Popular e que eu indico fortemente para meus alunos e leitores deixo aqui uma série de artigos acerca das desigualdades sociais....




São os sociólogos juntos para tornar as discussões cada vez mais acessíveis a todos...



Prológo de Eduardo González Viaña o livro discute a dinâmica do povo no cotidiano.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Carta resposta de Estudante ao Temer.


Contra a PEC 55



Por Danielly Akemi de Souza Higuti*
Nosso atual presidente Michel Temer afirmou que nós jovens não sabemos o que é uma PEC. Peço então que ele comece a ouvir a voz das escolas ocupadas, e veja o reflexo da sabedoria e potencial que toda a nossa juventude tem, fato desconsiderado pelo mesmo ocupante do cargo.
A PEC 55 é uma Proposta de Emenda Constitucional que propõe um teto de gastos aos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, com o suposto intuito de reerguer o país. A princípio parece ser excelente, o que não contam é que o tal novo Regime Fiscal serve para manter os interesses de grandes privilegiados, principalmente, os detentores da nossa dívida pública, até hoje nunca auditada.
A Constituição Federal de 1988, Constituição Cidadã, foi formada a partir de um pacto social com o com o fortalecimento de serviços públicos, participação cidadã para a construção – dentre outros objetivo – de uma “sociedade livre, justa e solidária”, coisa que Temer parece desconhecer ou desprezar.
Dizem que não pensamos antes de agir, que somos impulsivos, sem saber a verdade dos fatos, manipulados, doutrinados. Sendo assim, afirmam que não aprendemos a interpretar, a ler, a argumentar. Isso significaria que nossa educação proveniente da educação básica brasileira esta há décadas caminhando errado, não acrescentando ao jovem a capacidade de ser um cidadão.
A despeito disso temos boas notícias. Esse mesmo sistema que duvida da nossa capacidade e que erra em educar é para o qual estamos lutando para melhorar. Isso porque sabemos o que estamos fazendo, tendo em vista nosso engajamento quantitativo e também o número considerável de escolas ocupadas as quais não estão agindo sem motivo. Isso porque obviamente milhões de pessoas não estão lutando sem saber o porquê. As pautas e soluções são bem claras e endossadas por laudos técnicos e posicionamento de autoridades e instituições.
Não somos os ignorantes, não somos massa de manobra. Somos um movimento que está aqui pra mostrar a cara. A tentativa de menosprezar essas ações não nos intimida. Além disso, somos respaldados por milhões de opiniões as quais são desfavoráveis a PEC 241 (atual 55). O desprezo a nossas mobilizações e a opinião da população em geral, que se firma na contrariedade da referida PEC, evidencia a fragilidade da nossa democracia ao tempo que mostra que Temer e seus apoiadores não se importam com a opinião e o afinco dos brasileiros e brasileiras.
Dizem que invadimos, mas repito: “A escola é de quem?”. Dizem que depredamos, porém tão somente estamos depredando pensamentos antiquados e o governo não democrático e ilegítimo.
Essa é apenas uma das nossas muitas lutas, questionamentos e revoltas. Não fechamos os olhos ao mundo, e abrir mentes parece ser errado, porque a manipulação parece ser a lei midiática da nação.
Saímos da caverna e nada vai nos fazer voltar. Eu digo e peço que lembrem: estamos fazendo história, nesse momento, nessa década. Saímos da frente da TV, onde “tudo é verdade” para ver a luz dos questionamentos. Dizer que não sabemos o que estamos fazendo é um ato desprezível contra os filhos deste país.
Quem está em casa vendo TV, dizendo que não adianta lutar, garantindo sua incapacidade e criticando movimentos jovens, não tem noção do que passamos, do medo atual de um país autoritário, sem espaço para cultura e educação. E independente do medo que sentimos, do receio, ainda estamos aqui, estamos lutando para que não piore, para que haja uma reserva de esperança por meio de condições básicas de saúde e educação que a Constituição de 1988 nos fez acreditar.
Não estamos no confortável ambiente de nossas casas, mas estamos aqui num espaço público – também nosso – garantindo que as pessoas que vierem daqui pra frente saibam da importância do ato de não se calar. Espero que os livros de história não contem esse momento como um simples trecho, ou uma simples foto uma vez que aqui esta a maior representatividade politica e de poder de uma nação que se une.
Vamos protestar contra tudo que sabemos não ser bom! E nunca mais ousar se calar. Convicções alheais não são suficientes para a formação de opiniões. Lutar não é fácil, mudar menos ainda.
Todo esse sistema governamental precisa de uma recapitulação, e eu convido a todos, independente de questões político-partidárias, favoráveis ou contrárias. Vamos mudar o nosso país? Vamos parar de aceitar nossos direitos desrespeitados? Vamos parar de aceitar que poderia estar pior, quando devia estar melhor?
A força da juventude não vai morrer, não vai se abater nem depois de vencermos. O que te move? O que me move é olhar pra vocês e saber que não estou sozinha.
*Estudante do IFRO- Campus Ariquemes. Participante da Comissão de Discussão sobre a PEC 55, do Fórum Municipal de Discussão de Políticas Públicas de Ariquemes

domingo, 19 de março de 2017

Paidéia - Pedagogia Libertária


Em uma exposição acerca das pedagogia libertárias encontrei uma cujo o titulo é mesmo do Blog, desconhecia, já que o título foi pensado a partir do conceito grego filosófico, entretanto, quando vi a imagem achei que fazia muito sentido com o objetivo do blog bem como o que acreditamos para a educação...uma educação que seja libertadora. 

O site da Escuela Libre tem artigos muito bons para entender o sentido da educação na sociedade atual, veio a calhar!!






Para saber mais

sexta-feira, 10 de março de 2017

Moção de repúdio à medida provisória número 746 - Vai ter luta!

Moção de repúdio à medida provisória número 746








O Ministério da Educação, por meio da Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro, alterou o Ensino Médio, parte da Educação Básica. Para legitimar tal medida e sensibilizar a sociedade quanto à urgência de mudanças, o MEC – assim como diversos setores do empresariado – tem se utilizado do discurso da falência desse nível de ensino, visto como incapaz de proporcionar aos estudantes deste início de século XXI uma aprendizagem significativa e interessante. Por trás do discurso da relevância, escondem-se muitos pontos obscuros desta proposta deplorável, antes de tudo, pelo caráter autoritário de que se reveste.
O texto institui uma política de fomento à implementação de escolas de Ensino Médio em tempo integral num contexto político em que se prevê o congelamento do orçamento para a educação. Além de não deixar claro de onde viriam esses recursos, a MP reserva este tipo de ensino a uma pequena parcela dos estudantes matriculados no Ensino Médio. Sabemos que a realidade das escolas do Brasil não comporta tais mudanças e que estas, aprovadas, servirão para que mais uma vez criemos bolsões de pobreza e exclusão. Hoje existem entre 7,5 e 8 milhões de jovens matriculados no Ensino Médio e tal proposta pretende oferecer ensino integral para 500 mil deles, o que por si só já configura um padrão seletivo de organização do ensino.
Sem os recursos financeiros adequados, nenhuma escola estadual terá condições de oferecer um Ensino Técnico de qualidade. Veremos, então, muitas delas se transformarem em espaços de formação de força de trabalho flexível (adaptada a diversas formas de trabalho simples) e mal paga, gerida pelo “setor produtivo”.
Nesse contexto econômico, social e político, a dualidade do ensino será reforçada, com escolas privadas emergindo, mais uma vez, como o lócus da preparação dos segmentos da população que exercem trabalho complexo e bem remunerado, enquanto a maior parte das escolas públicas formará trabalhadores manuais precarizados.
O ensino por áreas de conhecimento, se levado a sério, demandaria uma reestruturação do tempo e dos espaços escolares. Os professores necessitariam, por exemplo, de mais tempo da carga horária reservada ao planejamento das aulas em conjunto. Hoje, a realidade não é essa.
Muitos docentes, extenuados pelo alto número de turmas que possuem (muitas vezes em várias escolas), sequer têm tempo e oportunidade de planejarem suas aulas com os colegas de suas próprias disciplinas. Nenhum currículo por áreas do conhecimento ganha o sentido de unidade sem esse pré-requisito, que é o tempo para a sua elaboração em conjunto. Porém, mesmo no caso de um projeto sério de ensino por áreas do conhecimento (o que não é o caso), lidamos com dois problemas: (1) a imposição ao aluno de uma escolha precoce da carreira; (2) a não socialização plena dos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados pela humanidade em todas as áreas.
Além disso, a medida provisória desconsidera o seguinte: os colégios materialmente incapacitados de oferecer as especializações nas cinco áreas explicitadas optarão por priorizar algumas em detrimento de outras. Os colégios vão se transformar em “escolas de ênfase” e a suposta liberdade de escolha dos alunos não se efetivará. Os jovens e adultos matriculados no Ensino Médio ficarão condicionados a “escolher” aqueles cursos oferecidos em colégios próximos às suas residências. A formação profissional poderia sobreviver a partir do “apadrinhamento” de certas escolas por segmentos do empresariado. A formação nas outras áreas – voltadas para a continuidade dos estudos nas universidades – estaria à mercê de institutos privados que ofereceriam profissionais (via organizações sociais), currículos e materiais didáticos com a promessa de levar os estudantes ao Ensino Superior. A autonomia curricular e didática dos docentes – hoje já bastante restrita – seria solapada de vez.
A Medida Provisória não deixa clara a intenção de induzir a transformação de TODAS as unidades escolares em escolas de MODALIDADE em tempo integral. Nesse sentido, a medida cria um grave problema, pois abre brechas de interpretação da lei ao propor a adequação da matriz disciplinar de outras modalidades de Ensino Médio com carga horária menor do que as escolas que oferecem ensino integral em período de manhã e tarde. Tal como escrito na Medida Provisória, a mudança pretendida para o Ensino Integral aparece como uma das propostas de reforma, ao invés de ser a única a que o texto efetivamente se refere. Tal reforma cuja formulação abre a possibilidade de escolhas de trajetórias de formação é inaplicável à matriz curricular do Ensino de Jovens e Adultos e ao Ensino Médio Regular, por exemplo. “Institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e a Lei nº 11.494 de 20 de junho 2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, e dá outras providências.”
Há que se recordar que, em Educação, o ensino integral não significa necessariamente escola de tempo integral. De acordo com o Centro de referências em Educação integral, “A educação é por definição integral na medida em que deve atender a todas as dimensões do desenvolvimento humano e se dá como processo ao longo de toda a vida.” Portanto, para ser efetivamente exitosa, no sentido não apenas de atrair o interesse dos alunos, mas de contribuir para a sua formação plena, uma reforma no ensino não pode significar simplesmente a expansão da carga horária em sala de aula, visando somente à preparação técnica ou para entrada no ensino superior, como propõe a medida provisória. Um ensino de fato integral precisa articular em sua grade horária diversas possibilidades formativas simultâneas, conjugando atividades científicas, esportivas, artísticas, lúdicas e de debates. Nesse sentido, os alunos poderão ter acesso ao acúmulo de conhecimento produzido pela ciência, participar de diferentes práticas esportivas, experimentar música, teatro e dança e debater questões ligadas à sociedade em que vivem. Esse é o tipo de formação que os alunos demandam e no qual veem sentido, como ficou demonstrado nas pautas do movimento de ocupação das escolas por estudantes neste ano. A MP segue justamente o caminho contrário, tanto que ameaça a obrigatoriedade de disciplinas imprescindíveis para um ensino verdadeiramente integral, como Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física.
Outrossim, as escolas de tempo integral ora vigentes que conhecemos, as da rede estadual do Rio de Janeiro, já atendem ao estabelecido pela nova medida provisória. Em todas elas há o cuidado de afirmar que a conjugação de esforços em oferecer conhecimentos da Base Nacional Comum é integrada à oferta de algum curso técnico, ou ênfase em área de conhecimento de linguagens, matemática, ciências da natureza ou ciências humanas, de modo que a oferta de ensino técnico ou de áreas de ênfase de livre escolha não exclui a obrigatoriedade de cursar as disciplinas da base: Português, Literatura, Matemática, Biologia, Química, Física, Educação Física, Sociologia, Filosofia, História, Língua Estrangeira, Geografia e Artes. Tais disciplinas são consideradas essenciais e complementares para que o estudante de Ensino Médio seja capaz de compreender cientificamente e estar letrado nas exigências do mundo em que vive, sem as quais não sairá formado nem apto para a cidadania, nem habilitado para dar prosseguimento a estudos de nível superior, muito menos para o mercado de trabalho. A retirada sumária das disciplinas causará impactos em diferentes áreas, níveis de ensino, aumento do desemprego de inúmeros docentes que dedicam suas vidas a capacitarem-se para a carreira docente. Fora o prejuízo social e econômico na formação de toda uma geração de jovens que constituirão a sociedade do futuro.
Para além das questões didático-pedagógicas e curriculares, estudos em Sociologia da Educação atentam para o fato de que não se deve culpar a escola e os professores por todos os males da educação. As condições de trabalho nem sempre são favoráveis ao ensino, seja em função da realidade violenta da comunidade, seja em função da carência material de alunos que evadem visando inserirem-se logo no mercado de trabalho, ou ainda pela falta de envolvimento da família na situação escolar dos estudantes. A implementação de Ensino de Tempo integral em todas as escolas requer um volume de investimentos no sentido de garantir um salário que permita ao docente dedicação integral à escola, além de atender ao aumento da demanda por merenda escolar para jovens que permanecem o dia inteiro na escola. O Estado precisa manter programas como o Bolsa Família que garantem a formação escolar de jovens cujas famílias vivem em condições de vulnerabilidade social. Por fim, as escolas devem ser melhor equipadas e os professores necessitam de garantia de formação continuada para que possam constantemente se adaptar às exigências de prover um ensino atrativo aos jovens, evitando com isso a evasão e a reprovação escolar.
Defendemos a educação pública, gratuita e laica. Entendemos que a escola deve ser um espaço de aprendizado e de troca de saberes e experiências. Os estudantes do Ensino Médio têm o direito de ter acesso ao conhecimento que lhes permita conhecer a sociedade em que vivem em suas dimensões social, cultural, política e científica.
PARTICIPANTES DA PLENÁRIA FINAL DO 5º ENCONTRO ESTADUAL DE ENSINO DE SOCIOLOGIA – Rio de Janeiro, setembro de 2016.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Aula 1 sobre os Direitos Civis nos Estados Unidos.


Nas palavras do sociologia britânico Marshall T. H Cidadania é um status destinando aqueles pertencentes a uma comunidade e coincide com o desenvolvimento do capitalismo na Inglaterra, uma vez que ela entra em conflito com o conceito de classe social que é dado a partir das desigualdades existentes. Como é possível que todos tenham o stastus de cidadão em uma sociedade visivelmente desigual?

A maior vergonha da América e seu período escravista que só “terminou” em 1865 ainda mantém os direitos civis negados a comunidade negra a dispersão geográfica dos negros estadunidenses se deu pelo terror. Terror tamanho que retratado causa dor ainda hoje. 

Até os dias atuais, os negros são a marca visceral da criminalidade nos Estados Unidos, a guerra contra as drogas é uma guerra contra as pessoas negras. A continuidade da escravidão é bastante visível por meio do sistema carcerário que formam quase 40% da população encarcerada, segundo relatos do próprio documentário animais não são tratados como os seres humanos nas prisões. Os sistemas prisionais funcionam as sombras e o fato de já ter passado pelo sistema prisional os impede de ser reintegrado a sociedade, quando são apontados nos seus documentos "os crimes" cometidos. As pessoas negras são pobres demais para estarem fora das prisões e atualmente o sistema carcerário passou a ser bastante lucrativo. 

A cidadania é negada mesmo após o período de exclusão privativa. Segundo o documentário a probabilidade de encarceramento para homens brancos é 1 entre 17 enquanto que a cada 3 negros 1 irá para prisão. 


Escravo Gordon após diversas surras - fonte google.




Documentário 13° Emenda – Demonstra as facetas da afirmação do Marshall quando aponta a escravidão como um sistema económico, somos educados a acreditar que os negros são criminosos.

O nascimento de uma nação -  um dos filmes mais lucrativos do século, que mostra o estupro de duas escravas norte americanas como o estopim para um rebelião de escravos na década de 60 considerado o primeiro grito dos negros contra seus senhores. O filme também foi acusado por reacender forças fundamentalistas da Ku Klux Klan. 

12 anos de Escravidão - É a história de um escravo liberto que acaba por ser vendido novamente como escravo e passa por 12 anos como escravo sendo humilhado de diversas formas. 


A música de Billie Holiday trata dos corpos negros que era pendurados nas arvores como frutos, Fruto estranho é o título, corpos estranhos balançando na brisa sul. 




Livro do Marshall - Cidadania, Classe social e status, p.76, Editora Zahar – Rio de Janeiro

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Aristides de Sousa Mendes - Os homens são do tamanho dos valores que defendem


A escolha pelo ser humano.

A frase é do Consul de Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, foi um dos grandes símbolos da II Guerra Mundial quando resolveu desobedecer ao ditador Salazar ordem de não emitir vistos aos refugiados da guerra. 


Imagem página Wook 




Foto - Acervo Pessoal - Coimbra - 2016



Há um documentário produzido por estudantes da Escola Superior de Educação Viseu que conta a história deste grande homem...




Para saber mais:

http://sousamendesfoundation.org

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Inside Job - Existem coisas pelas quais vale a pena lutar.


O documentário de 2010 Inside Job (Trabalho Interno) detalha a forma corrupta e bem elaborada dos agentes financeiros norte americanos desde a crise de 2008. Em cinco partes o documentário demonstra o ambiente político que ajudou a criar a crise financeira, levando milhões a pobreza, desemprego e perda de suas casas por meio de hipotecas. A desregulamentação é um principio do capitalismo, entretanto o mercado não é uma mão invisivel proposta por Adam Smith e seu liberalismo econômico, ao contrário os mercados possuem os arrimos estatais, midiáticos e acadêmicos, o documentário desvela o papel de cada um nesta promiscuidade. 

Apesar de complexo como uso em sala de aula, considero importante debater com os alunos o quanto a financeirização está posta em todos os âmbitos da vida. O documentário ainda demonstra o quanto a ciência académica, produzidas por grandes nomes nas Universidades norte americanas, também está rendida a este jogo uma  vez que acadêmicos norte americanos fazem pequenas fortunas auxiliando e criando bases teóricas para as políticas governamentais, prestam consultorias por meio de empresas privadas e os banqueiros, obviamente, recorrem a estes serviços. Como por exemplo, os renomados Martin Feldstein ou Laura Tyson que são professores universitários de Universidades de ponta e ganham milhões pautando falsas respostas à sociedade e as propagam desde que os financeiros paguem. Ou seja, criam e elaboram teorias que não vão resolver os problemas sociais, fazem apenas sob pagamento obtendo lucro da miséria alheia. 

Inclusive na visão do diretor do documentário transparece a ideia que o capital financeiro a 40 anos atrás era bom, quando sabemos que nunca foi assim que os Estados Unidos por meio dos capitais financiaram guerras e ditaduras em outros países como forma de lucro. Penso ser uma visão nacionalista de Charles H. Fergunson. 

Segue o trailer do filme...
Na próxima postarem vou elaborar algumas atividades para uso em sala de aula. 




ES



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Antonio Gramsci em animação -


O mundo pode ser de outra maneira?


Muito simpática a animação da história do pensamento de Gramsci contendo, de forma simples, suas principais ideias e convicções. Em sala de aula, é possível trabalhar de forma interdisciplinar com conteúdos acerca da Segunda Guerra (História), na Sociologia a formação dos pensamentos revolucionários nesse período e como o video possui 15 minutos e está em espanhol podemos utiliza-lo como forma de tradução e produção de texto. Deixo um trecho deste grande intelectual. 

Em todas as sociedades de classe há relações de força que se alteram. A Revolução deve ser uma grande alteração intelectual e moral. Os atores sociais precisam estar em acordo com tal alteração, sendo necessário um sujeito revolucionário que é também coletivo, ou seja, não separamos o sujeito do objeto. A práxis é diária e sempre contra hegemónica. 






sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Meu amigo Nietzche


Sugestão de filme para as férias escolares...



O curta metragem, mostra de uma menina simples e divertida o cotidiano de um menino e a realidade do analfabetismo funcional no Brasil denunciando a desigualdade.



Em sala de aula ele também pode ser usado como reflexão dos processos de leitura, no caso da Escola Marajoara II (que atuo) abordaremos o lixão e o impacto de viver ali nos arredores. Bem como refletir sobre a impacto das obras e da leitura em nossas vidas. Os temais centrais são: Friedrich Nietzche; Karl Marx, Lixo e Reciclagem.




O curta metragem foi dirigido por  Fáuston da Silva

domingo, 11 de dezembro de 2016

Quadrinho didático descontrói a falácia da meritocracia


Retirado da página:

Os quadrinhos abaixo discutem a questão da meritocracia, tão difundida nesta sociedade individualizada que imputa a ideia que todos tem as as mesmas oportunidades e o que falta mesmo é uma esforço maior por parte daqueles que não conseguem alcançar o sucesso, os quadrinhos refletem de uma maneira diária e possível de ser utilizada em sala de aula. 














sexta-feira, 18 de novembro de 2016

As meninas da luta!



Um documentário que mostra as meninas secundaristas na luta pela Educação Pública de qualidade em São Paulo. 





quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Espaço Ciência

Estive com os alunos em um espaço de ciência bastante interessante e gratuíto aos alunos de escola pública.

Deixo aqui o link aos interessados

http://www.cataventocultural.org.br/home.asp

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Projetos Bullyng

Refletindo sobre bullyng pensei em projetos a respeito desta problemática, nesta busca encontrei um site com relato de uma experiência de um projeto e algumas dicas.

Aqui vai

http://projetoescolasembullying.zip.net/


Um texto que pode colaborar com a discussão

http://outraspalavras.net/capa/bullying-retrato-de-um-sistema-doente/



Para os professores links com projetos para educar na diversidade.


 Em sala de aula...


Um link para profs com muitas idéias voltadas a melhoria da educação.

http://www.lideresemgestaoescolar.org.br/ideiasemeducacao/



terça-feira, 30 de março de 2010

Projeto EJA e Ensino Fundamental: Memórias das Minhas memórias.


 Alunos da Escola EE Parque Marajoara II - 2007
Acervo Pessoal de Fotografias 

JUSTIFICATIVA
  
A idéia deste trabalho surgiu de uma maneira previsível, mas os caminhos que foram surgindo no processo foram me encorajando  construir algo mais sólido. Trabalhei com uma turma formada por 38 alunos entre 10 e 11 anos da e com a turma do EJA (noturno) da mesma escola.
Em 2007 aconteceu um fato que teve grande reflexo no aprendizado dos alunos; a escola perdeu sua quadra esportiva para abrigar um galpão provisório onde estudariam outros alunos até que a reforma da escola destes segundos fosse concluída. Por conta disto houve alguns protestos por parte dos alunos, mas foram sem sucesso na resolução desta problemática. Os alunos perderam a quadra e a possibilidade de extravasar suas energias e desenvolver suas potencialidades neste âmbito, os professores de educação física perderam seu local de trabalho, e o restante dos professores perderam espaço, uma vez que a escola tem pouco espaço físico para atuar fora da sala de aula. O que ocorreu foi que, para os alunos, do ensino fundamental principalmente, as aulas ficaram entediantes. A escola ficou pequena para abrigar tanta energia e transformá-la em conhecimento. E a contenção de alunos em um espaço tão acanhado refletiu no comportamento dos alunos, a sala dos professores virou lugar comum das reclamações á inquietude de alguns alunos que até então tinham bom comportamento.
Foi emaranhada por estas percepções e vivências e na intenção de não perder de vista os assuntos a serem trabalhados no bimestre que elaborei este projeto em que as crianças da 5ª série sairiam da “escola para as ruas” no intento de conhecer a história do bairro contada por moradores antigos – fonte histórica em vida- além de perceber os elementos de mudança e permanência na paisagem, dados a partir da observação, leitura, atividades em sala e coleta dos depoimentos. Por isto chamei de “Minhas memórias do meu bairro” expressando as memórias dos alunos percebidas e relatadas através das memórias dos alunos mais velhos do EJA.

OBJETIVOS

A idéia é iniciar um trabalho com significado para os alunos, trabalhando com a valorização do conhecimento que eles já possuem e da capacidade/auto estima dos mesmos em produzir algo que será útil a outras pessoas. Entre os objetivos específicos estão:

  • Compreender que o espaço é produzido pela ação do homem e da sociedade e, por isso, pode ser transformada;
  • Compreender que a organização do espaço modifica seus significados, seus sentidos e seu conteúdo e ajuda o entendimento sobre as coisas;
  • Compreender que a organização social guarda um conjunto de intenções, valores e cultura;
  • Compreender que a posição do observador e ouvinte interfere na apreensão dos significados do espaço e dos objetos;
  • Aprender como se organiza uma pesquisa, quais critérios e métodos podem ser considerados;
  • Valorizar o conhecimento não formal, como forma de aprender através das relações;

METODOLOGIA

  • Etapa 1 – O objetivo aqui foi realizar um exercício de observação e representação de paisagens. Representando por meio de um desenho alguma paisagem. Após isto analisamos fotos que mostravam as mudanças nas paisagens provocando os alunos a compreenderem que as mudanças ocorreram a partir das ações humanas. Nesta etapa os alunos responderam questões relacionadas as fotos trazidas por eles e aos desenhos, atentando para os elementos naturais e sociais de ambos. Analisamos também fotos antigas do mesmo lugar em períodos diferentes da história, para que os alunos pudessem perceber o que provocou as transformações observadas.
  • Etapa 2 – Nesta etapa os alunos foram motivados a responder quais eram as modificações que eles acreditavam que o bairro tivesse sofrido, fizemos a leitura de dois textos tratavam das memórias da cidade de São Paulo e também da cidade de Santo André. Identificamos as palavras desconhecidas e procuramos no dicionário seus significados.
  • Etapa 3 – Formamos grupos com 6 alunos e houve a apresentação e delimitação da proposta de trabalho na ideação de recuperar as mudanças na paisagem no bairro por meio de entrevistas e depoimentos. Nesta etapa montei um roteiro para que os alunos percebessem como é realizada uma pesquisa. Obviamente que este roteiro tinha um caráter simplificador para melhor entendimento dos alunos e, além disto, mostrava o passo a passo da construção de uma pesquisa de campo.
  • Etapa 4 – Preparação das perguntas, das entrevistas, definição do universo dos entrevistados, como realizar a coleta dos depoimentos, quem nos grupos seria o responsável por cada etapa de desenvolvimento do trabalho, atentando os alunos da importância de um auxiliar o outro.
  • Etapa 5 – Encontro com moradores antigos realizado na Associação de moradores e na escola do bairro e coleta dos depoimentos. Foi realizado uma roda de conversa onde os alunos do ensino fundamental realizavam as perguntas que eram respondidas pelos alunos do EJA.
  • Etapa 6 – Discussão dos resultados, elaboração final dos relatórios e finalização dos livros e dos agradecimentos.

Projeto Elaborado por: Elaine  Santos

terça-feira, 16 de março de 2010

Link Interessante

Já que o blog possui uma vertente direcionada á retomada da educação humanista em todos os seus aspectos, vou postar um link com vários textos bastante interessante sobre o tema.

Aqui vai:

http://www.eca.usp.br/prof/moran/educacao.htm

Inauguro o espaço e abro para diversas postagens que atentem e melhoria dos aulas, do ensino e principalmente das pessoas.