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domingo, 16 de dezembro de 2018

Poesia Latinoamericana - Roque Dalton



O poeta Roque Dalton (Roque Antonio Dalton Garcia) nasceu em 1935 em San Salvador (El Salvador) é conhecido por seus escritos e também pelo seu ativismo político. Sua obra é valiosa em tempos como o nosso foi um homem de  luta em teoria e ação. 



Fonte - http://latitudeslatinas.com/



ATA
(poeta guerrilheiro Roque Dalton, El Salvador, 1935-1975)




Em nome de quem lava roupa alheia
(e expulsa da brancura o sebo alheio)
Em nome de quem cuida de filhos alheios
(e vende sua força de trabalho
em forma de amor maternal e humilhações)
Em nome de quem habita um domicílio alheio
(que já não é ventre amável mas sim uma tumba ou cadeia)
Em nome de quem come pães amanhecidos alheios
(e ainda assim mastiga-os com sentimento de ladrão)
Em nome de quem vive num país alheio
(as casas e as fábricas e os comércios
e as ruas e as cidades e os povos
e os rios e os lagos e os vulcões e os morros
são sempre de outros
e por isso estão aí a polícia e a guarda
protegendo-os de nós)
Em nome de quem o único que tem
é fome exploração doenças
sede de justiça e de água
perseguições condenações
solidão abandono opressão morte
Eu acuso a propriedade privada
de privar-nos de tudo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Alfange

Alfange
Neide Almeida


Não se cala uma mulher
com máscaras - nem de ferro, nem de flandres.
Sua verdade é lâmina afiada,
rompe todas as mordaças.

Não se cala uma mulher
com açoites, chicotes.
Sua indignação é veneno contra o feitor
bálsamo na carne dilacerada.

Não se cala uma mulher
com mãos e gritos de homens prepotentes
Sua palavra é lei, constituição
que denuncia e há de punir

Não se cala uma mulher
com golpes de botas, pau de arara ou palmatória.
Sua letra é fogo,
se inscreve na memória de todas nós.

máscara de flandres utilizada na escravidão.


Não se cala uma mulher
com a faca fria da indiferença
Sua presença é fortaleza
reinventada a cada geração.

Não se cala uma mulher
com voz de mando, em ilegítimos tribunais.
Somos muitas e, de cabeça erguida,
permaneceremos em desafio.

Não se cala uma mulher
com balas - nem de chumbo, nem de prata.
Seu silêncio verte-se em fúria, ventania
converte-se em poderosas tempestades.

Não se cala, uma mulher!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Soul - Neide Almeida




Atravessada sou 
por mulheres que vieram
antes de mim
Suas sagas me perpassam
Assim fertilizo
o chão que piso descalça 

Iluminada sou
por senhoras que agora,
no inverno da vida
recontam percursos de infância ausentes
Estremeço como roupa 
ao vento no varal
e ocupo o ar
com aromas de água e sol




Liberta sou
pela força das mãos que, envelhecidas
brincam
com as marcas do tempo
como crianças que escavam
a umidade da terra
Moldo assim
meu próprio caminho
incerto destino

Banhada sou
por lágrimas 
contidas com olhos ardentes
de mulheres que, mesmo quando choram,
miram firme o horizonte
cerram os dentes em desafio
Lavo nos rios de suas palavras 
minha empáfia
e ressurjo outra 
no negror de minha 
própria pele. 






domingo, 10 de setembro de 2017

Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro



A UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO USP que é uma universidade pública e que deveriam ser acessível a todos os estudantes brasileiros têm tentado democratizar seus acessos, apesar das poucas iniciativas relacionadas aos estudantes mais carentes aqueles que ousam pensar em estudar, já que para muitos o único objetivo da vida é o trabalho e a sobrevivência. 

Neste site que encontrei há várias explicações das ações dentro da USP fica aqui uma dica para obter acesso ao está sendo realizado na universidade, acessem, explorem, falem com seus professores, não se intimidem. 

A Universidade tem que ser de todos que seja esta a nossa reivindicação e perspectiva de mudança.


Elaine Santos 



Fonte Google

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Marxismo - caminhos e viagens


A vida fechada em si mesmo.

Os marxistas passivos que querem apenas diminuir a dor do parto! 


As últimas leituras que tenho realizado são acerca o método marxista e confesso que tenho encontrado coisas muito interessantes. Em uma feira de livros usados achei o livro "Em defesa do Marxismo" por 0,50 centavos, pensei que de fato o socialismo e a transformação radical da sociedade são pensamentos em completo desuso, considerando que já não encontramos mais nada a este preço. 

Segundo a nota dos editores a razão da publicação deste texto a parte foi uma resposta aos artigos sobre marxismo publicados na Rousskoié Bogatstvo e Lenine tratou de realizar uma análise bastante crítica acerca de M. N. Mikhailovski (N. F. Danielson como também era conhecido) que faz sua leitura ao metodo marxista de forma bastante rebaixada e incompleta, Mikhailovski é o principal nome do populismo russo e foi um anti marxista até sua morte em 1904. 

Um trabalho simples, mas de grande valia a demonstra como se apropriam mal da leitura da realidade realizada por Marx, que compreendia a realidade de forma dinâmica e em movimento, para algo estático a ser "aplicável" em outras sociedades. O interessante da obra é que Lenin trata de diversas críticas que são referenciadas ao marxismo até hoje, como a relacionada ao seu método, àquela de que Marx era um evolucionista ou a etapista que coloca no bojo do marxismo uma leitura como se estivéssemos cumprir as etapas do chamado desenvolvimento capitalista para chegar no "Socialismo", Lenin diz que cobrem-no de elogios mas, deixam escapar completamente o essencial de sua doutrina (1975:9)

Há caminhas diversos nas leituras que fazem de Marx, as coisas se confundem é preciso ler e reler várias vezes sua obra e principalmente os autores sérios que criticam sua obra para conseguirmos compreender suas pretensões. E aqui não escrevo com ares de conhecedora, ao contrário, escrevo e publico justamente para compartilhar as angustias, erros interpretativos e análises que ainda não consegui alcançar. 

Como afirmou Lenine os marxistas não vão buscar, seguramente, à teoria de Marx senão os métodos sem os quais é impossível compreender as relações sociais. (1975: 107)


Fonte - Google - Imagem de Lênin

Menciono possibilidades interpretativas que já li por aí...

O caminho formal académico acaba no momento de apropriação do conhecimento, do movimento do capital e do movimento da realidade. Vivemos o mesmo período de Marx? 
Obviamente que não, aliás, quando li a biografia do filosofo alemão 

Caminho do suicídio - trancar-se no Marx para explicar a atualidade, uma interdição de qualquer possibilidade de interpretação. 

Apropriação da educação pela classe trabalhadora para Marx era uma questão importante e claro que é, entretanto, a que educação temos acesso? 
  • Caminho aberto - heterodoxo, não tem custo nenhum pra vida, não saímos do lugar é o New Age aqueles influenciados por tudo e todos. Incorporando todo mundo que dê conta de explicar aquilo que eu quero. Não há substancialidade no marxismo então trata-se de uma incorporação daquilo que não foi tratado. O ecletismo modal, não vai a lugar nenhum, não explicar nada, leva ao sucesso individual apenas. 
  • Incorporação crítica - ler os antagonismos, os diferentes, se incorporam as questões e eu procuro os recursos para responder mantendo um dialogo constante com os pensadores a construção teórica é sempre elaboração crítica. 
Elaine Santos 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O regicídio de Lady Macbeth


O filme que está em cartaz nos cinemas Lady Macbeth é uma adaptação de uma das peças mais curtas de obra de Shakespeare. O filme neste sentido não deixar a desejar, como peça teatral temos sempre algo mais longo, considerei que em formato de filme talvez o direito não conseguisse tornar o enredo atrativo se fugisse muito da história shakespeariana, entretanto, o filme também não é longo e consegue prender a atenção de forma sensível e humanamente repulsiva.

A história se passa em 1865 quando Katherine é forçada a casar-se com um homem mais velho e herdeiro de uma grande fortuna industrial. Katherine é comprada e confinada em uma casa rural partilhada por esta família bastante odiosa entre si e com um marido completamente desinteressado em Katherine. 

A história se desenreda no momento em que o marido resolve viajar para resolver problemas com sua herança este é o momento em que Lady Macbeth resolve mostrar toda sua liberdade malevolente e opressora. O filme é baseado no romance de Nikolai Leskov que inspirou uma ópera, inclusive. Por fim, mesmo fugindo do enredo original Lady Macbeth é um filme que vale a pena ser visto porque mexe com nossos sentimentos mais perturbadores e isto é sempre reflexivo. 






domingo, 16 de julho de 2017

Cadáveres Incomodos - Francisco Rosi


A geometria da máfia italiana de Francisco Rosi


Durante o período de férias dos alunos farei resenhas de filme que possam ser interessantes para assistirem. Hoje falarei de forma breve de um filme chamado Cadáveres Incomodos ou em italiano Cadaveri eccellenti  do aclamado diretor Francisco Rosi. O filme é de 1975, portanto, não é o tipo de filme com uma história que prende atenção e movimentos de ação, como estamos acostumados a ver nos atuais. Todavia, o diretor, ao longo de sua carreira nos apresentou com belíssimos filmes sempre engajados a discutir as questões do período, no caso deste filme Rosi demonstra a atuação da máfia italiana a partir da obscuridade das mortes subsequentes e sua investigação. Vários magistrados também morrem envolvidos no processo, vitimas ou carrascos, todos aqueles que tentam de alguma forma impedir as ações da máfia italiano são abatidos sem qualquer explicação aparente. 

É um filme para entender como as relações de poder envolvendo dinheiro, corrupção, estado e justiça são antigas, estão no cerne do sistema económico atual e perpetuam-se. O investigador Rogas um homem que aparece como alguém representa o bom caráter e a realização da justiça, passa o filme a buscar pistas dos assassinatos na Italia que passa por um momento conturbado de manifestações políticas nas ruas que aparentemente desembocará em um Golpe de Estado. No contexto a mídia culpa os grupos reivindicatórios pelo caos e pelas mortes, de forma intrigante o inspetor Rogas está sempre por alguma razão no local do assassinato ou em conversa com as próximas vitimas, então começa aparecer como forte suspeito. Os artigos do jornal comunista, como é obvio, atacam as magistraturas, sendo assim, também entram como uma forte possibilidade de culpa dos assassinatos. Os filmes de Rosi são sempre indagações as questão sociais e mesmo relativo a postura dos partidos de esquerda comunistas na Itália do período. 



Imagem do Filme 


domingo, 9 de julho de 2017

O Germinal sem desaparição.


Comentários acerca do livro Germinal - Emile Zola 


...enquanto há pão para comer, vai-se vivendo (p.8) 



Germinal é o livro que li nos últimos dias, um clássico das causas mais profundas do pensamento de esquerda. A história se passa no ano de 1865 tratando da situação dos trabalhadores mineiros no norte da França, considerado até hoje um reduto do PCF (Partido Comunista Francês). A vida dos mineiros era uma desgraça em que todos da família trabalhavam, mesmo as crianças com idade entre 8 e 9 anos, a necessidade do trabalho da família era condicional fundamental para que pudessem pensar em comer e ainda assim, nem sempre isto era possível viviam na miséria quase que completa, trabalhando debaixo da terra, adquirindo doenças ao longo de seus vidas e morrendo uma vez, que suas vidas não valiam absolutamente nada. 

O livro é super didático e em sala de aula pode ser usado em sociologia e história para retratar o inicio da organização dos trabalhadores contra a exploração e as formas de vida  onde os burgueses que possuíam (possuem) lucros avultados enquanto os trabalhadores morriam de fome. A degradação é vista nas duas classes, uma vez que os ricos fazem visitas com seus amigos aos pobres como se estivessem no "zoológico" um feitichismo com a pobreza e os pobres com tais visitas podem ver como vivem os ricos, como se vestem. 

Étienne Lantier é o personagem central que é um operador de máquinas e procura trabalho na mineradora.  Os professores de literatura também podem usar a leitura do livro para caracterizar o período naturalista do que faz parte Emile Zola, o romancista francês que morreu em 1902. Germinal é sua obra máxima que deu a estética naturalista o realismo e a crueza de uma realidade, que é chocante e muito bem retratada no livro bem como no filme. Realidade esta que ele conheceu de perto quando viveu por dois meses trabalhando em uma mina de carvão conhecendo a sua vida e a greve dos carvoeiros. 





Imagens do filme




Baixe o livro

domingo, 2 de julho de 2017

O saber das ruas no filme "Na Quebrada"


Assisti o filme que tem como protagonista o filho do famoso Rapper Mano Brown e a principio o que seria para mim, um filme pouco criativo, surpreendeu. 

O filme conta a história de jovens que vivem na periferia de São Paulo, as múltiplas violências que perpassam o local e a possibilidade de ter qualquer mudança em suas vidas a partir do Instituto Criar que é Organização não Governamental que realiza trabalha interessantes dentro da periferia e mesmo da prisão. 

Acredito quem em sala de aula o filme deve render um debate interessante do ponto de vista que nem sempre as Organizações Não Governamentais (Ongs) conseguem realizar o trabalho de forma contundente com a transformação esperada, a ausência do Estado em muitos locais, a ascensão do crime organizando sem limites e com regras próprias, além da possibilidade de ter o mínimo de esperança quando tudo lhes é retirado. O filme é brilho no olhar do jovem que se vê desprovido de tudo, por isto possui uma força importante enquanto filme a ser debatido. 

Acredito que vale a pena a exibição e o debate!!! 







Aproveito para deixar o link da entrevista com o protagonista do filme, também oriundo de uma realidade periférica relata sua historia de vida, que pode ser interessante ler com os alunos. 


Elaine Santos 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Saltos Quânticos e saltos ontológicos.



Este texto é parte de uma dívida grandiosa que tenho com meus amigos, uma vez que somos parte daquilo que nos rodeia. Resolvi redigi-lo a partir da proximidade e do agradecimento que tenho a duas pessoas muitos especiais Dete, amiga de infância, na época do pré-vestibular, me recordo como se fosse hoje, ela não sabia bem o que fazer, já que trabalhávamos e fazer uma faculdade nunca foi uma questão a ser pensada com a seriedade devida. Estudou, tornou-se física nuclear, um orgulho para mim. Mulher, periférica e física, isto não é pouca coisa. No meu entender, a partir das nossas dificuldades concretas da periferia em sua luta pelos estudo, valoro-a como se fosse o Einstein do nosso bairro.  A outra amiga fundamental desta escrita é Aline Leme, amiga do bairro, do lugar periférico, com os mesmos vícios que nos atravessam na Cidade São Jorge, estudou na Universidade Pública mais elitista de São Paulo, um esforço hercúleo, desde a distância até a sua permanência de pertencimento no lugar que nunca foi nosso. Ela é a pessoa mais apaixonada pelas fórmulas que conheço. Como poucos, consegue sonhar por meio de números e transformar sua paixão em aulas de matemática que são espetáculos, como merece o nosso povo. Ela é matemática, mas para mim compara-se a Max Planck, o físico, um pilar na física do século XX. Planck, que ao calcular o campo elétrico no interior de uma caixa quente, destoou de tudo que se conhecia na época, quando a energia era tratada de maneira contínua, estranhavam a visão de Planck na concepção da energia como pequenos tijolos (Rovelli, 2016:20). Aline é como Planck, alguém que destoa do seu pequeno mundo, entretanto, quer crescer e é Einstein que vai, cinco anos depois da hipótese de Planck, comprovar os “pacotes de energia” escrevendo considerar que a energia de um raio de luz não se distribui de maneira contínua no espaço, mas consiste em um número finito ‘quantos de energia’ que se movem, não se dividem e são produzidos e absorvidos como unidades singulares (Rovelli, 2016, 21). Na mecânica quântica nenhuma partícula tem uma posição definida, a não ser quando colide com algo quando acontece a colisão não é possível prever seus saltos são ao acaso, há probabilidades, porém não uma certeza e a incerteza está no coração da física (Rovelli, 2016: 24). Para nós faz muito sentido transpor as incertezas da física e a nossa colisão com o mundo que vivíamos e que vivemos, nos rebelamos desde cedo, ainda o fazemos e somos improváveis em nossos caminhos. Recorremos a coragem de ocupar o não ocupado, de pensar o não pensado e de voltar ao nosso estatuto sempre com o orgulho devoluto ao nosso povo.
São estes dois pilares, Aline e Dete, que me colocaram no caminho dos números e das Ciências Naturais. Como socióloga, sempre gostei, mas pude ir além, nos sonhos atravessados das amigas de infância, ir buscar as fórmulas, suas deduções, enquanto que alguns estranham até hoje minha paixão pela física, parte deste amor agora se explica. Somos seres sociais, são os amigos que nos talham e a ciência nos revela como compreender melhor o mundo indicando a imensidão que ainda desconhecemos. O conhecimento é nossa busca insana, capaz de nos dar outras possibilidades de mundo e de vida ... A medida que nosso conhecimento cresceu, fomos aprendendo cada vez mais esta noção de sermos parte, e pequena parte, do universo (Rovelli,2016: 75). E segundo os grandes físicos o presente é algo que escoa, ele não é comum a toda a gente, então registrar é um ato de existência. Até o fim de o desejo de entender sempre mais... (Rovelli, 2016:27)
Planck e Einstein

Posto isto, resolvi ler Sete Breves Lições de Física como uma tentativa de buscar livros acessíveis para os alunos, aos jovens, aqueles também apaixonados pelos números, mas que encontram poucos referenciais. O livro é ótimo, didático e adentra conosco lentamente a conhecer as dúvidas entre os cientistas mais renomados seu tempo entre o pensar e o agir, alguns encarados inicialmente como tolos e que muitas vezes tiveram que retroceder e recuar no seu ideário inicial. O pensamento cientifico é nutrido pela capacidade de ver além, ‘diferente’ e não simplesmente dá mera reprodução do mesmo, como uma fotografia que revela o instantâneo, mas sim a percepção do que não é visível na imediaticidade, aquilo que não aparece aos olhares pouco sensíveis. A contradição entre Einstein e Planck que que são as duas vozes infindas do século XX; a relatividade geral e a mecânica quântica duas formas diferentes de ver o universo, o mundo é um espaço curvo onde tudo é contínuo, o mundo é um espaço plano onde pululam quantas de energia e a ciência se torna cada vez mais majestosa porque se encontra frente a dois conceitos geniais e se pode pensar a partir dos caminhos já traçados e abandonados se esforçando reunir a inspiração quando ainda existe bruma e podemos interagir com todas estas variáveis para pensar o novo (Rovelli, 2016:50).Nós, na periferia, somos como eléctrons em nossos lugares, as vezes saltamos e nos transformamos em  átomos deixando um legado para que outros nos sigam.  
 

Este texto foi baseado no Livro Sete Breves Lições de Física - Carlo Rovelli, 2016. Editora Objetiva.